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Madonna - A roupa como meio para a liberdade dos corpos.

  • Comunicação e Marketing
  • 29 de abr.
  • 3 min de leitura

Madonna - A roupa como meio para a liberdade dos corpos.


Post por Camila Gratens 21.04.2026


Há 43 anos, Madonna lançava seu primeiro álbum e, a partir do seu segundo álbum, “Like a Virgin”, ela fez história na cultura pop. Para além das questões apontadas nas letras de suas músicas, Madonna sempre foi ativa politicamente e sabia que seu sucesso na indústria podia ser usado para influenciar em questões importantes. 


Reprodução: Amazon   


Em suas primeiras turnês, ela utilizava o estilo “flash-trash”, que consistia em uma mistura de estampas e texturas. Roupas de brechós, peças de plástico, cabelo e sobrancelhas considerados “rebeldes” para a época, ela utilizava muitos acessórios com símbolos que, normalmente, eram associados a elementos que representavam opressão para as mulheres, como uma forma de protesto e subversão de seus significados.


Reprodução : Pinterest


Uma das pautas que sempre esteve presente na carreira de Madonna foi a social. Ela procurou dar espaço para a luta LGBTQIAON+, para a luta pela liberdade dos diferentes corpos terem seu poder de escolha e para a luta pelas vítimas da AIDS, apesar de já existirem outros artistas que também defendiam essas pautas, ela sabia que possuía um grande alcance na mídia e qu, falar sobre isso traria resultados positivos.


Outra grande questão foi sua criação sob pensamentos religiosos bem fortes, por conta disso, em diversos momentos nos clipes e nos palcos, Madonna brinca com os limites entre o sagrado e o profano. No clipe da música “ Like a Prayer”, por exemplo, ela levanta questões acerca da religião e do combate ao racismo, no clipe ela está cercada de itens religiosos enquanto veste uma roupa considerada profana para o ambiente, apresentando essa mulher que não seria digna de seguir a religião, em contraste ao homem santo que é perseguido por conta do racismo.


Reprodução : Pinterest


A cantora utiliza os figurinos como forma de contar narrativas dentro e fora do palco. Dessa forma, ela já fez parceria com diversas grifes, como a Versace, na qual ela foi garota propaganda em três anos diferentes. Para além da beleza das peças, ela reforçava ainda mais a liberdade que almejava para os corpos, usando roupas que apresentavam questões andróginas ou mais sexuais do corpo feminino, como por exemplo, a roupa utilizada no clipe “Bad Girl”, que foi criada pelo estilista Azzedine Alaïa e que trazia um tom ainda mais erótico para o clipe.


Reprodução : Vogue


A parceria mais marcante que Madonna teve na moda foi com o estilista Jean Paul Gaultier, parceria que começou nos anos 1987 e rendeu muitas roupas icônicas, apesar de ter assinado o figurino de algumas turnês e ido com a cantora em um Met Gala, quando falamos dos dois, a peça mais recordada é o famoso sutiã de cone vintage, que se tornou um símbolo para a liberdade e empoderamento do corpo feminino, por quebrar os códigos de vestimentas da época que tanto ditavam o que a mulher devia ou não vestir, fazer ou ser.


Reprodução : Pinterest


Sendo assim, percebemos o quanto a Madonna soube utilizar dos seus figurinos como meio para se posicionar politicamente, apontando que os corpos devem ser livres para utilizar a moda como forma de empoderamento e, que para além do belo, a moda também pode ser usada como meio de questionamento dos pensamentos que vigoram nas sociedades. Ela, como ícone da música pop, entendeu que se os conceitos não forem questionados, nunca serão mudados, que sendo artista com grande visibilidade na mídia, tem um papel importante na luta pelos direitos das populações que muitas vezes são invisibilizadas.


Qual figurino da Madonna você acha mais icônico? Para mais posts como esse, siga a Trama Jr nas redes sociais!

 
 
 

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