Moda Alternativa: ruptura atual e histórica
- Comunicação e Marketing
- 21 de jun.
- 2 min de leitura
Por: Marcela Martins
Sabemos que hoje, expressar um estilo mais alternativo está cada vez mais em alta, e podemos observar isso nas celebridades, nas redes sociais e nas ruas. Isso se apresenta seja com o uso de uma sobrancelha descolorida, roupas que remetem ao estilo emo, ou até por um estilo de cabelo mais bagunçado.

Isso se dá por termos acabado de viver uma era “wellness”, que seria a performance de uma vida saudável, equilibrada e de bem-estar em todos os sentidos, e das chamadas “clean girls” que performavam uma estética mais minimalista e conservadora e, após seu ápice, essa tendência estar caindo e seu oposto tomando seu lugar.

Num contexto histórico, nós já vimos isso várias vezes, como o surgimento do movimento flapper (as melindrosas), que surgiu em 1920 em resposta ao conservadorismo desconfortável nas roupas da era vitoriana e edwardiana, que impunha controle extremo sobre os corpos das mulheres. Nesse período, elas cortaram os cabelos nos ombros, passaram a usar maquiagens pesadas e foi o fim dos espartilhos.

Também pudemos observar esse fenômeno no movimento hippie, que surgiu nos anos 1960 como uma reação extrema à rigidez do estilo preppy, um estilo conservador, marcado pelo conformismo e rigidez social, com saias rodadas e cintura marcada para as mulheres, e ternos e mocassins para os homens, que dominou os anos 1950.

Muito do estilo alternativo também vem da cultura queer dos anos 1980 e 1990, como os Club Kids que utilizavam roupas consideradas excêntricas e diferentes. Para eles, roupas não eram apenas roupas, e sim, uma forma de se expressar e de se fazerem vistos em um mundo que rejeitava sua existência.

Podemos observar que, no contexto histórico, a entrada do estilo alternativo como tendência sempre começa de maneira marginalizada e, quando o mercado se satura do conservadorismo, ele e a grande massa abraçam essa forma diferenciada de expressão.
Hoje, em contraste ao conservadorismo atual, muitas referências a estéticas históricas alternativas têm voltado a aparecer nas tendências atuais. Como um exemplo temos o desfile de outono-inverno da Balenciaga, que performou um manifesto de desconstrução e inquietação, usando mistura neons, sombras e sensualidade para referenciar o espírito turbulento da juventude atual.

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